Sobre ver o lado bom da vida

Calma, esse não é mais um texto escrito por uma pessoa Pollyanna. Sim, aquela menina sempre feliz que milagrosamente conseguia ver o lado bom para todas as desgraças que lhe aconteciam praticando o jogo do contente. Na verdade, não lido muito bem com esse tipo de discurso absurdamente otimista que ultrapassa os limites da razoabilidade.

Não entendo nada de signos e só decorei qual é o meu ascendente para não ficar de fora das rodas de conversas com os amigos, mas talvez seja essa a explicação para tanta descrença em ver um ponto positivo em um mar de coisas ruins. Ou não. Como disse, não entendo nada de signos.

Esse foi um ano aparentemente difícil para a maioria das pessoas e é inevitável não fazer uma retrospectiva e sentir o peso de tudo que não aconteceu. Nos apegamos a todas as ausências e fatalmente esquecemos do lado bom, que na maioria dos casos existiu.

Sabe o que acontece? Queremos tanto coisas grandes que não olhamos para as pequenas conquistas. Ou nos acostumamos com conquistas frequentes e não damos mais o devido valor. É tão fácil lamentar-se pelo que não vingou, é gostoso e dá um certo prazer reclamar até dizer chega por tudo de ruim que aconteceu.

Mas, amigo, se esse é o único motor da sua vida, aproveita o novo ano para mudar de pensamento. Em vez de fazer uma lista de metas para 2017, parei cinco minutos para pensar em tudo de bom que ocorreu esse ano por aqui. Convicta de que nada de legal tinha rolado, fui surpreendida por mim mesma ao conseguir enumerar diversos itens.

Isso porque não incluí na lista os momentos maravilhosos que vivi, mas que de tão acostumada a eles, me fizeram uma verdadeira ingrata incapaz de reconhecer seus valores e importância. Se fosse ser justa, não conseguiria me lembrar de tudo. Tenho certeza que você também não.

Antes de se lamentar pelos sonhos não conquistados, faça esse exercício de reconhecer os fatos que fizeram o seu ano melhor, ainda que ele esteja longe de ter sido perfeito. Mesmo porque nunca será. Permita-se fortalecer com o que viveu, mas nunca perder o fôlego de continuar. O que não foi ainda pode ser, vai por mim.

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